Como virar um corujão funcional
Março 7, 2008 at 1:58 pm | In nerdices, problema, saude | 1 CommentTags: dormir, health, produtividade, saude, sono
O esquema do sono polifásico é, basicamente, tirar vários cochilos durante o dia; ao contrário do sono monofásico praticado pela maioria dos “humanóides normais” que dormem cerca de 8 horas seguidas. É uma boa maneira de dormir pouco sem problemas de sono; ou se você preferir de desfrutar dos benefÃcios diversos de ficar acordado mais horas por dia.
Muita gente conhecida já foi adepta do sono polifásico. Entre a lista figuram nomes como Churchill, Napoleão Bonaparte, Leonardo da Vinci, Bruce Lee e por aà vai. Embora dormir poucas horas pareça uma agressão à saúde, até os médicos parecem aprovar o sono polifásico, por mais incrÃvel que possa parecer.
A teoria do sono polifásico se baseia na adaptabilidade do corpo humano segundo a qual podemos adaptar o organismo segundo nossas vontades. Levamos, em média, 90 minutos para passar por todos estágios do sono e alcançar a etapa profunda (REM). O segredo do sono polifásico, então, é diminuir o tempo necessário para chegar nesse estágio e ter o máximo de tempo REM em cada cochilada. Assim, depois de cada cochilada a sensação é de estar totalmente descansado, já que o REM é a parte do sono em que o cérebro “descansa”.

O método do Uberman é o mais xiita dos tipos de sono polifásico. Você deve seguir um “calendário do Uberman”, tirando 6 cochilos de 20 minutos durante o dia a cada 4 horas - embora alguns entendidos não considerem a necessidade de seguir esse intervalo de 4 horas à risca. Inviável? Magina…
Como é muito difÃcil para uma pessoa poder tirar vários cochilos dessa forma, nasceram outras tabelas de sono polifásico “melhor adaptadas” para o dia-a-dia normal. Uma forma light e interessante é o Core Sleep deste link que consiste de um bloco de sono de verdade (3 horas, por exemplo) + 3 ou 4 cochilos de 20 ou 30 minutos no horário que você quiser durante o dia. É bem mais flexÃvel, mas ainda assim difÃcil para os urbanóides que saem de casa de manhã e voltam tarde da noite.
Há muitos relatos na Internet sobre pessoas que viraram adeptas do sono polifásico e outras que não conseguiram se acostumar - seja porque não aguentaram o sofrimento dos 15 dias de adaptação ou porque não se sentiram bem em ser “diferente” do normal.
O perÃodo de adaptação é complicado MESMO. Esteja preparado para ficar sonolento e improdutivo por alguns dias, talvez semanas. E embora pareça interessante à primeira vista, o maior problema dos que dizem já ter passado pela experiência é ter o já citado “hábito insano“, afinal você estará acordado enquanto todo mundo está dormindo e cochilando enquanto todo mundo trabalha.
Para os workaholics de plantão é uma mão na roda, dormir apenas 4 horas por dia sem sentir sono deve ser fantástico. Vou para a etapa do teste para ver no que dá e coloco os resultados aqui mesmo mais pra frente. Mas, para ser sincero, eu até que gosto de dormir minhas 10 horas diárias…
Simpsons no Brasil: polêmica pra quê?
Fevereiro 7, 2008 at 8:25 pm | In boteco, brasil, diversão | 2 CommentsTags: simpsons, tv
Em 2002, a FOX fez o episódio dos Simpsons Blame it on Lisa (S13E15) cujo tema é o Brasil. Isso mesmo, aquele episódio em que os Simpsons vão para o Rio de Janeiro e tudo de normal errado acontece. O mais interessante é que o episódio não fez sucesso só no Brasil e chegou a concorrer ao prêmio de melhor roteiro de televisão nos EUA.
O episódio ficou bem polêmico entre os que assistem a série aqui no Brasil (e no mundo) e, de fato, é de tirar o chapéu: um sitcom muito bem feito. Mas é Simpsons: não espere ver uma imagem linda do Pão de Açúcar; você vai ver cobras e macacos pelas ruas do Rio, Lisa dentro de uma favela e por aà vai.

O episódio é bem diferente do convencional, sai um pouco da rotina do Bar do Moe. E tudo fica mais engraçado se você assistir com algum outro brasileiro: foi incrÃvel ver um colega meu puto quando viu a imagem do Brasil manchada lá fora. As furadas vão desde Homer sendo sequestrado até Bart aprendendo spanish no avião. Só faltou o tráfico de órgãos.
É tudo exagerado, claro, mas vale a pena assistir. Embora alguns canais de TV gringos já tenham conseguido fazer algum programa decente sobre o paÃs e algum documentário que mereça respeito, pode ter certeza que a mensagem do episódio é a imagem exata do paÃs na gringolândia.
Então fica aà o aviso: TV também é cultura - na próxima vez você que mostrar seu passaporte verdinho (agora é azul
) prum gringo, tente imaginar o que ele pode pensar de você.
Você pode baixar o episódio 15 via torrent da temporada 13 da série, ver metade do episódio no Youtube ou então ler o resumo de tudo que acontece no episódio.
Humm…pensando bem, os Simpsons mostraram direitinho como é o Rio…
Explicação: Coca Cola + Mentos
Fevereiro 4, 2008 at 4:41 pm | In boteco, diversão, nerdices | 7 CommentsTags: coca cola, explosão, mentos, nerd
Nem precisa introduzir o efeito, todo mundo já, pelo menos, ouviu falar. A bala reage com o refrigerante causando uma explosão. Youtube está infestado de vÃdeos de gente demonstrando a explosaozinha. Teve até uma história aqui em São Paulo que um aluno do Dante Alighieri capotou na escola depois de comer balinha e tomar Coca Cola. Massa.
Afinal, VirgÃnia, que raios acontecem com a Coca Cola para explodir com Mentos?
O texto abaixo é ultra-nerd. Se você não gosta de fÃsica quântica, ainda não decorou a teoria da relatividade de trás para frente e acha que a única coisa que Einstein fazia era mostrar a lÃngua pros outros, CORRA!
Os refrigerantes, de uma forma geral, são feitos de água, açúcar, conservantes e fórmula quÃmica do sabor - que costuma ser um segredo e varia de bebida para bebida. Ah, e também tem um gás, o gás carbônico (CO2), que é a chave de todo o processo.
Primeiro de tudo, o gás sempre fica na superfÃcie do lÃquido por causa da diferença de densidade gás-lÃquido. Na fábrica da Coca Cola (não, ela não fica no Pólo Norte) esse gás foi bombeado a alta pressão com o objetivo de aumentar a solubilidade do gás no lÃquido. A Coca Cola é, então, uma solução supersaturada de gás carbônico.
As moléculas de água na superfÃcie se atraem fortemente, formando o que se chama de tensão superficial. Essas forças fazem com que as moléculas de gás carbônico fiquem cercadas de inúmeras moléculas de água, impedindo, assim, a formação de bolhas de gás dentro do lÃquido. A reação que ocorre é a seguinte:
CO2(g) + H2O(l) <=> H2CO3(l) (∆H < 0)
Quando jogamos um Mentos na garrafa de Coca-Cola, a gelatina e a goma arábica da bala se dissolvem, quebrando a tensão superficial (dissipam energia para o sistema). O esquema do desenho é quebrado e as bolhas começam a se formar.
O Mentos, por sua vez, é uma bala extremamente porosa com milhares de buraquinhos na sua superfÃcie - lugares ideias para as bolhas de gás carbônico se formarem. A bala quando cai na água, vai direto para o fundo, liberando mais e mais gás do refrigerante.
O gás é liberado em alta pressão, em milhares de bolhas e sem resistência por parte do lÃquido. Aà já sabe…
Ah, lembra do aluno do Dante Alighieri que a gente matou láááá em cima? Balela, ninguém morre com isso não, veja o pronunciamento do colégio.
Pra acabar, o legal desse processo é que depende só do gás carbônico, então dá pra fazer com água com gás, Sprite e até com o polêmico Red Bull.
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