Explicação: Coca Cola + Mentos

Fevereiro 4, 2008 at 4:41 pm | In boteco, diversão, nerdices | 9 Comments
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Nem precisa introduzir o efeito, todo mundo já, pelo menos, ouviu falar. A bala reage com o refrigerante causando uma explosão. Youtube está infestado de vídeos de gente demonstrando a explosaozinha. Teve até uma história aqui em São Paulo que um aluno do Dante Alighieri capotou na escola depois de comer balinha e tomar Coca Cola. Massa.

Afinal, Virgínia, que raios acontecem com a Coca Cola para explodir com Mentos?

O texto abaixo é ultra-nerd. Se você não gosta de física quântica, ainda não decorou a teoria da relatividade de trás para frente e acha que a única coisa que Einstein fazia era mostrar a língua pros outros, CORRA!

Os refrigerantes, de uma forma geral, são feitos de água, açúcar, conservantes e fórmula química do sabor - que costuma ser um segredo e varia de bebida para bebida. Ah, e também tem um gás, o gás carbônico (CO2), que é a chave de todo o processo.

Primeiro de tudo, o gás sempre fica na superfície do líquido por causa da diferença de densidade gás-líquido. Na fábrica da Coca Cola (não, ela não fica no Pólo Norte) esse gás foi bombeado a alta pressão com o objetivo de aumentar a solubilidade do gás no líquido. A Coca Cola é, então, uma solução supersaturada de gás carbônico.

http://img.qj.net/uploads/articles_module/66255/co2h2op_qjpreviewth.gifAs moléculas de água na superfície se atraem fortemente, formando o que se chama de tensão superficial. Essas forças fazem com que as moléculas de gás carbônico fiquem cercadas de inúmeras moléculas de água, impedindo, assim, a formação de bolhas de gás dentro do líquido. A reação que ocorre é a seguinte:

CO2(g)   +   H2O(l)   <=>   H2CO3(l)    (∆H < 0)

Quando jogamos um Mentos na garrafa de Coca-Cola, a gelatina e a goma arábica da bala se dissolvem, quebrando a tensão superficial (dissipam energia para o sistema). O esquema do desenho é quebrado e as bolhas começam a se formar.

O Mentos, por sua vez, é uma bala extremamente porosa com milhares de buraquinhos na sua superfície - lugares ideias para as bolhas de gás carbônico se formarem. A bala quando cai na água, vai direto para o fundo, liberando mais e mais gás do refrigerante.

O gás é liberado em alta pressão, em milhares de bolhas e sem resistência por parte do líquido. Aí já sabe…

Ah, lembra do aluno do Dante Alighieri que a gente matou láááá em cima? Balela, ninguém morre com isso não, veja o pronunciamento do colégio.

Pra acabar, o legal desse processo é que depende só do gás carbônico, então dá pra fazer com água com gás, Sprite e até com o polêmico Red Bull.

A380 – menos vôos, mais gente

Dezembro 14, 2007 at 3:16 am | In boteco, tecnologia, usuario final | 7 Comments
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O novo Airbus A380 – o maior avião comercial já produzido – está em São Paulo e alguns milionários curiosos estão curtindo os vôos de demonstração e vendo o superjumbo em território tupiniquim. Fiz algumas conclusões bastante dedutivas sobre o novo avião, muito focado na experiência do passageiro.

Não entendo nada sobre aeroportos e sua logística, mas não precisa entender rocket science para imaginar o quão desafiador é para um aeroporto suportar cerca de 550 pessoas desembarcando de uma vez só. Ainda mais num vôo internacional, como o A380 é esperado para funcionar. É lugar para acomodar gente dentro do terminal, funcionários para tirar e colocar as bagagens nas esteiras, agentes de imigração e alfândega. Pra quem acha que o único empecilho é o tamanho da pista, comece a rever seus conceitos.

Quem ganha em levar centenas de passageiros de uma vez só são as companhias aéreas. A cada passageiro num A380 é estimada uma redução de custo operacional de cerca de 15% - isso é bastante: 15% de muito dinheiro é muito dinheiro também. Espera-se, então, que os “lucros” sejam repartidos com os passageiros na forma de descontos nas passagens, ainda mais sendo essas passagens internacionais. Entretanto, fiz uma simulação no site da Singapore Airlines - a única companhia aérea que já opera com o superjumbo - para um vôo de Singapura a Sydney em meados de fevereiro de 2008. O preço da passagem é de 1089 dólares americanos, não interessa se você viaja num A380 ou num 747.

Outra situação a ser pensada é como a grade de horários será adaptada para o A380. Novos vôos com o superjumbo não podem ser adicionados à grade da companhia aérea se não há demanda por isso. Isso porque alguns poucos assentos vazios no novo avião podem reduzir substancialmente a margem de lucro da companhia. Por dedução, alguns vôos tendem a ser substituídos. A American Airlines, por exemplo, realiza 4 vôos diários de São Paulo a Miami. Há um grande fluxo de pessoas indo e vindo em horários diferentes, dias diferentes, com propósitos bastante diferentes. Uma subsituição de 4 vôos diários por 1 vôo diário num A380, por exemplo, não agradaria muitos dos utilizadores dessa rota que gostam da flexibilidade dos vôos GRU-MIA.

É uma aeronave diferente, conceitos diferentes. Nunca tinha imaginado tanta gente descendo de um avião de uma vez só. Há desafios a serem superados, com certeza, mas espero que os aparentes problemas sejam resolvidos com soluções inteligentes para que o mercado absorva os superjumbos da forma mais adequada. Já imaginou esperar 40 horas no departamento de imigração de um aeroporto?

Para terminar, há planos (já bastante avançados) para Cumbica ganhar um novo terminal, o Terminal 3 do aeroporto. Este será dedicado a grandes vôos internacionais e será capacitado para receber vôos com o A380. Tudo indica que em 2009-2010 Cumbica já estará apto a receber o 380.

Fim da linha

Novembro 9, 2006 at 9:32 pm | In boteco, nerdices | 4 Comments

Maravilhado com as eleições americanas. Quem diria que o partido republicano levaria tamanha surra dos democratas! Tive a curiosidade e interesse de acompanhar a contagem dos votos mano a mano, embora estivesse fora de casa (rx3715 siempre útil).

Não que eu apoie o partido democrata ou o republicano. Foi interessante acompanhar a contagem dos votos ao vivo por 3 motivos: o que acontece na maior economia do planeta (?), como é a política de um país bem menos corrupto que o Brasil e como tomam medidas os políticos de fora e saber o rumo que o mundo vai tomar, já que há o império americano em cartaz.

Uma coisa é quase certa: George W. Bush está prestes a sair do comando. A 2 anos das eleições, o partido republicano perdeu importantes cadeiras no Parlamento e na Câmara. Quero saber agora, como o atual presidente vai governar durante este meio tempo que ele fica sem o apoio majoritário da Câmara e do Parlamento. De novo, não tenho nada contra o Bush em si, até achei o primeiro governo dele muito bom.

Foi outro susto quando Donald Rumsfeld renunciou ao cargo de secretário de defesa. No Brasil, um político só renuncia a um cargo quando há questões pessoais no meio. E creio que, Donald Rumsfeld não renunciou por causa das acusações de abuso sexual e barbárie que envolveram o partido republicano ultimamente. O real motivo da renúncia é a situação insustentável que atingirá o governo Bush e o partido republicano nas próximas eleições. É um acontecimento histórico e singular, principalmente pra quem está acostumado a assistir a política (vide termo palhaçada) brasileira.

A ideologia democrata de acabar com a guerra no Iraque e diminuir a emissão de compostos poluente parece estar dando certo. A costa Oeste americana é uma prova disso: desde que o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger (escrevi certo?) aderiu à nova ideologia democrata, subiu nas pesquisas e conseguiu se reeleger como governador. Ao que tudo indica, é o fim da linha para o governo Republicano, apesar de eles ainda terem 2 anos de Casa Branca. O que o futuro nos reserva?

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