A380 – menos vôos, mais gente

Dezembro 14, 2007 at 3:16 am | In boteco, tecnologia, usuario final | 7 Comments
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O novo Airbus A380 – o maior avião comercial já produzido – está em São Paulo e alguns milionários curiosos estão curtindo os vôos de demonstração e vendo o superjumbo em território tupiniquim. Fiz algumas conclusões bastante dedutivas sobre o novo avião, muito focado na experiência do passageiro.

Não entendo nada sobre aeroportos e sua logística, mas não precisa entender rocket science para imaginar o quão desafiador é para um aeroporto suportar cerca de 550 pessoas desembarcando de uma vez só. Ainda mais num vôo internacional, como o A380 é esperado para funcionar. É lugar para acomodar gente dentro do terminal, funcionários para tirar e colocar as bagagens nas esteiras, agentes de imigração e alfândega. Pra quem acha que o único empecilho é o tamanho da pista, comece a rever seus conceitos.

Quem ganha em levar centenas de passageiros de uma vez só são as companhias aéreas. A cada passageiro num A380 é estimada uma redução de custo operacional de cerca de 15% - isso é bastante: 15% de muito dinheiro é muito dinheiro também. Espera-se, então, que os “lucros” sejam repartidos com os passageiros na forma de descontos nas passagens, ainda mais sendo essas passagens internacionais. Entretanto, fiz uma simulação no site da Singapore Airlines - a única companhia aérea que já opera com o superjumbo - para um vôo de Singapura a Sydney em meados de fevereiro de 2008. O preço da passagem é de 1089 dólares americanos, não interessa se você viaja num A380 ou num 747.

Outra situação a ser pensada é como a grade de horários será adaptada para o A380. Novos vôos com o superjumbo não podem ser adicionados à grade da companhia aérea se não há demanda por isso. Isso porque alguns poucos assentos vazios no novo avião podem reduzir substancialmente a margem de lucro da companhia. Por dedução, alguns vôos tendem a ser substituídos. A American Airlines, por exemplo, realiza 4 vôos diários de São Paulo a Miami. Há um grande fluxo de pessoas indo e vindo em horários diferentes, dias diferentes, com propósitos bastante diferentes. Uma subsituição de 4 vôos diários por 1 vôo diário num A380, por exemplo, não agradaria muitos dos utilizadores dessa rota que gostam da flexibilidade dos vôos GRU-MIA.

É uma aeronave diferente, conceitos diferentes. Nunca tinha imaginado tanta gente descendo de um avião de uma vez só. Há desafios a serem superados, com certeza, mas espero que os aparentes problemas sejam resolvidos com soluções inteligentes para que o mercado absorva os superjumbos da forma mais adequada. Já imaginou esperar 40 horas no departamento de imigração de um aeroporto?

Para terminar, há planos (já bastante avançados) para Cumbica ganhar um novo terminal, o Terminal 3 do aeroporto. Este será dedicado a grandes vôos internacionais e será capacitado para receber vôos com o A380. Tudo indica que em 2009-2010 Cumbica já estará apto a receber o 380.

Brasil 2014 - Sim, mas com cuidados

Novembro 5, 2007 at 10:25 pm | In brasil, nerdices | 4 Comments

Semanda passada a FIFA oficializou o que há meses já era esperado: O Brasil vai ser a sede da Copa do Mundo de 2014. Desde que a Colômbia desistiu, o Brasil era o único candidato a sediar 2014, que dessa vez será na América do Sul. Foi uma decisão bastante controversa e os diferentes pontos de vista logo apareceram.

A discussão rendeu até um artigo bastante polêmico de Brian Homewood, em que ele deixa subentendido que seria um absurdo um país que não consegue nem manter sua malha aérea estável, sediar um evento de projeção mundial. Acho que o fato de um país subdesenvolvido sediar uma Copa do Mundo não deve ser levado como um absurdo. É verdade que o Brasil tem muitos problemas que precisam ser sanados e várias crises que precisam de soluções imediatas, mas não acho que devemos duvidar do potencial de uma das maiores economias do planeta em organizar um evento esportivo.

Sou a favor de o Brasil sediar uma Copa do Mundo desde que, e somente se, forem tomados algumas precauções para cometer erros clássicos. Para começar, o investimento deveria ser proveniente de capital privado e o governo poderia ajudar com uma pequena parte e o que for feito não deve ser superfaturado. A maior dificuldade em sediar uma Copa do Mundo está no dinheiro que deve ser dispensado para infra-estrutura, serviços e estádios, portanto as obras não devem ser feitos ao estilo brasileiro de robalheira superfaturamento.

Antes de mais nada, quero saber onde é que está toda aquela utilidade do tal do novíssimo estádio João Havelange. Esse estádio está sendo alugado mensalmente para o Botafogo por 1.800 reais. O Corinthians para 30 mil reais para o São Paulo por jogo que ele aluga no Morumbi. João Havelange foi, no mínimo, um erro. E dos feios.

O pretexto para a realização do Pan no Rio de Janeiro foi que o evento traria benefícios sociais e as obras feitas seriam úteis para futuros projetos e realizações. Faz sentido, se tiver dinheiro pra manter tudo o que fizeram. No Rio vive apenas uma parte da população nacional e o interesse e incentivo a esportes alternativos é muito baixo. A Copa do Mundo, por outro lado, será sediada em 18 cidades e o investimento será apenas em futebol – inegável paixão brasileira.

Essas obras para 2014 tendem a melhorar toda a infra-estrutura de transporte e serviços em importantes cidades brasileiras. Na verdade, acho que já estava mais do que na hora de lugares estratégicos serem reformados e adequados a um padrão que não faça um brasileiro sentir vergonha de receber um estrangeiro. Outro dia mesmo, fui pegar um gringo em Cumbica e fiquei envergonhado ao sair do aeroporto com ele por causa do cheiro horrível Tietê e das favelas que ocupam parte do caminho que leva de Cumbica a São Paulo. Welcome to Brazil!

Por outro lado, é realmente difícil acreditar num país que não consegue se recuperar de um colapso do sistema aéreo. Por esse lado, o artigo do Homewood faz sentido. Outra questão é se o capital dispensado nessas reformas não poderia ser melhor gasto com melhorias sociais. Acho que tem que tomar um pouco de cuidado com essa história de dispensar capital em melhorias sociais. Acredito que um dos motivos para o Governo apoiar tanto Brasil 2014 é que ele sabe que vai perder as eleições de 2010. Assim , fica muito fácil criticar o futuro governo quando o atual estiver na oposição.

A Copa é uma chance de criar uma oportunidade pra combater a violência, problemas de infra-estrutura e estimular setores fracos da economia brasileira, como o turismo e o alto setor de serviços. Por outro lado, tudo deve ser muito bem planejado e organizado para não cair nos erros do Panamericano. Enfim, como diria um político famoso, o Brasil vai roubar mas vai conseguir fazer.

Tudo que você não sabia sobre o Red Bull

Outubro 11, 2007 at 1:16 pm | In problema, saude | 23 Comments
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Recebi o seguinte texto de um colega sobre o Red Bull. Achei muito interessante, já que volta e meia consumo o energético. Fiz algumas alterações no texto, coloquei os links e um pouco de opinião.

Tudo aquilo que você sempre suspeitou mas nunca teve certeza

A Red Bull foi criado para estimular o cérebro de pessoas submetidas a um grande esforço físico e em “coma de stress”. Nunca para ser consumida como uma bebida inocente e refrescante.

A Red Bull conseguiu chegar a quase 130 países de todo o mundo com um faturamento anual acima de 21 bilhões de euros na venda de 3 bilhões de latas. Os jovens e o esporte foram os símbolos eleitos pela marca para caracterizar a sua imagem - dois segmentos atrativos que foram cativados pelo estímulo causado pela bebida.

Foi criada por Dietrich Mateschitz, um empresário de origem austríaca, que descobriu a bebida por acaso, durante uma viagem de negócios a Hong Kong , quando trabalhava para uma empresa fabricante de escovas de dentes. É interessante notar que o Dietrich não foi apenas um funcionário mongolóide de uma empresinha de escova de dentes, ele trabalhou em multinacionais gigantes como Procter & Gamble e a Unilever. Outra curiosidade sobre o criador é que ele figura entre a lista dos bilionários e é dono das Ilhas Laucala inteiras no Japão (ele comprou dos Forbes por 7 milhões de libras esterlinas)

Uma lata de 250 ml de Red Bull, contém 20 gramas de açúcar, 1000 mg de taurina, 600 mg de glucuronolactona, 80 mg de cafeína e vitaminas do complexo B.

Mas a verdade desta bebida é outra

A França e a Dinamarca acabam de proibir a venda da bebida por ser um cocktail da morte, devido aos seus componentes de vitaminas misturadas com “glucoronolactone“, substância química altamente perigosa - desenvolvida pelo Departamento de Defesa dos EUA durante os anos 60 para estimular o moral das tropas americanas no Vietnã.

A proibição na França deve-se à grande quantidade de cafeína, à presença da glucuronolactone e da taurina cujos efeitos a longo prazo no organismo humano são desconhecidos. Esse é o ponto de vista da AFSSA - Agence Française de Sécurité Sanitaire des Aliments.

Os efeitos do glucoronolactone eram como se fossem o de uma droga alucinógenea. No caso, era usado para acalmar o stress da guerra. Entretanto seus efeitos no organismo dos soldados foram devastadores: alto índice de enxaquecas, tumores cerebrais e doenças do fígado.

Isso é o que eles fazem com o seu dinheiro: patrocinam eventos de corridas de aviões, têm 2 escuderias de Formula 1 e por aí vaí.

Apesar de tudo, na lata de Red Bull ainda se lê entre os seus componentes: glucoronolactone - catalogado medicamente como um estimulante. Mas o que a lata de RED BULL não diz são as consequências do seu consumo - que estão explicitadas a seguir:

É perigoso tomá-lo se, em seguida, não se fizer exercíco físico, já que a sua função energizante acelera o ritmo cardíaco e pode provocar um infarto fulminante.

O risco de se sofrer uma hemorragia cerebral, porque o RED BULL contém componentes que diluem o sangue para que seja mais fácil ao coração bombear o sangue e assim se poder fazer esforço físico com menos esgotamento.

É proibido misturar Red Bull com álcool, porque a mistura transforma a bebida numa “Bomba Mortal” que ataca diretamente o fígado, levando a zona afetada à incapacidade de jamais se regenerar

Um dos componentes principais do RED BULL é a vitamina B12, utilizada em medicina para recuperar pacientes que se encontram em coma etílico; daí o estado de excitação em que se fica após tomá-lo. É como se estívessemos estado de embriaguez.

O consumo regular de Red Bull provoca uma série de doenças nervosas e neuronais irreversíveis.

Dando uma “googlada” com as palavras-chave: red bull, health, issues, problems, countries, denmark, wiki - são retornados resultados com a proibição do Red Bull em diversos países do mundo (Suíça, Finlândia, Dinamarca, Noruega, França, Uruguai e Islândia). Não é só um país chato que já proibiu a bebida, mas uma série de lugares, entre eles potências econômicas.

Por outro lado, a conclusão pra quem procurou um pouco na Internet é que, na prática, não se sabe muita coisa sobre os efeitos da bebida. No site deles não tem nada documentado, nada esclarecido. Não há efeitos colaterais, não há documentação confiável sobre os supostos efeitos colaterais. Se for seguir o que as fontes dizem, Red Bull é mais um refresco do que um energético.

O que existem são pesquisas de estudantes universitários que analisaram alguns casos isoladamente e publicaram algo a respeito. Apenas com isso, entretanto, é impossível saber se foi a bebida quem causou problema ou algum outro fator relacionado ao ambiente.

O que eu sei é que tomar Red Bull com bebida alcóolica, como vodka e whisky, é uma prática bastante comum e eu, particularmente, nunca vi alguém morrer por conta do consumo de Red Bull - embora já tenha visto alguns problemas psíquicos que podem sim ser relacionados à bebida.

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