David Neeleman: preste atenção nesse cara

julho 10, 2008 às 6:53 pm | Publicado em nerdices, tecnologia | 5 Comentários

Nascido em São Paulo e de ascendêcia holandesa, David Neeleman passou a maior parte de sua vida nos Estados Unidos. Aos 18 anos, Neeleman foi cursar a faculdade em Salt Lake City. Durante o curso, porém, ele abandonou a faculdade para voltar ao Brasil como missionário mormon (Rio de Janeiro e Recife).

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Utah é um dos estados americanos mais conservadores e começou como uma colônia de mormons, sendo esta a principal religião de lá. Anualmente, dezenas, talvez centenas de mormons americanos saem dos Estados Unidos para servir como missionários em diversos locais do mundo. Certa vez, durante uma viagem, conheci um tal de Chase, um cowboy divertido de Salt Lake City que viveu 2 anos na Costa Rica com seus pais, que na época eram missionários.

Mas, uma coisa bem interessante sobre o David Neeleman é que ele vai voltar ao Brasil para montar uma nova companhia aérea, a Azul.

Neeleman, depois de abandonar a faculdade e vir ao Brasil, voltou aos Estados Unidos com idéias sobre aviação civil. Ele foi, então,  o co-fundador de uma companhia aérea americana chamada Morris Air, que depois de forte expansão foi vendida à gigante Southwest Airlines. Neeleman continou como executivo no ramo aéreo até que decidiu abrir a JetBlue.

A JetBlue foi outra grande sacada de David Neeleman. A companhia foi um sucesso imenso e seguia o raciocínio com o qual David Neeleman levou as outras companhias aéreas pelas quais passou ao auge: tarifas baixas o máximo possível. Em pouco tempo, a JetBlue já possuía uma frota de mais de 100 aviões e fazia vôos internacionais. Hoje, o terminal 6 do JFK de Nova York é dedicado inteiramente à JetBlue.

Por um vôo de 90 minutos, 960 milhas entre Porto Alegre e Rio de Janeiro, a GOL cobra cerca de 212 dólares pelo ticket só de ida. Para um vôo de 950 milhas entre Nova York (JFK) e Orlando, a JetBlue cobra 114 dólares. Segundo Neeleman, sua futura companhia aérea no Brasil conseguiria fazer isso pelo preço de 91 dólares.

O nome Azul foi escolhido numa votação pela Internet. Mas não se sabe muita coisa até agora sobre como serão os serviços. Neeleman anunciou a compra de 76 aeronaves do tipo Embraer-195 recentemente – é quase o número de aeronaves que a GOL tem hoje.

É tudo muito promissor: se David Neeleman conseguir vender passagens ao preço que ele realmente quer, a Azul vai quebrar o “quase-monopólio” das 2 companhias aéreas brasileiras.

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Esses gringos…

junho 10, 2008 às 8:11 pm | Publicado em boteco, brasil, burrice, problema | 4 Comentários
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O Brasil é mais um “país-zinho” de merda da América Latina. Pobre, latino, cheio de bandido e com uma população tosca que se sai de casa, paga metrô, ônibus, trem e vai protestar na casa da Isabella – mas não protesta contra a roubalheira em Brasília.

O que você acha que um americano de Kansas City estaria fazendo no Brasil, então?

Não responda turismo sexual.

Deixa eu explicar. Faz um mês, estava eu perto da estação São Joaquim do Metrô aqui em São Paulo. Nunca vou pra lá, mas tinha uma prova ali perto no dia. Tava andando tranquilamente pela rua naquela noite de quarta-feira e eis que um americano de cabelo loiro, ruim, aparência de mendigão vem pedir ajuda.

E lá fui eu todo disposto a passar uma imagem “melhorzinha” do Brasil pro cara: puxei papo, perguntei o que tinha acontecido. O cara está no Brasil há mais ou menos 3 meses e já está vivendo as grandes emoções de sua vida!

O maluquinho tinha acabado de ser assaltado, os bandidos levaram todos os documentos do infeliz, sem contar no dinheiro e no papelzinho onde ele marcava os endereços e frases práticas em português. O cara ficou seco, tava perdido no centro da cidade, não sabia falar português, queria voltar pro “alojamento” no Morumbi.

Levei o cara dentro de um McDonald’s e mais conversa. Papo vai, papo vem e o cara tinha ido na Polícia Federal, registrou um BO e pediu ajuda pra voltar pra casa. O policial, é claro, foi muito útil e específico quanto às possíveis resoluções:

  • Avisou sobre os perigos do Brasil: “São Paulo é assim mesmo. Acostume-se com a violência
  • Ajudou o sujeito a voltar pra casa: “Você precisa pegar um metrô e dois ônibus”
  • Provavelmente deu informações extras: “Uga Uga. Brasil Uga Uga Assalto” (Mr. Steve não entendeu esta parte)

Bem. Me invejem! (Ou não). Eu dei uma de Deus e salvei o cara das outras ciladas do Brasil. Dei 15 reais pra ele pegar um táxi e voltar pra casa. Ele falou que iria mandar uma secretária me pagar de volta, era só dar o endereço pra ele. Não sei se fico esperando o dinheiro ou a secretária…

PS: Tá bom, eu sou um otário e o cara me roubou.

PS2: O cara estava no Brasil pra dar aulas de literatura numa escola americana no Morumbi. Aham…

Como virar um corujão funcional

março 7, 2008 às 1:58 pm | Publicado em nerdices, problema, saude | 2 Comentários
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O esquema do sono polifásico é, basicamente, tirar vários cochilos durante o dia; ao contrário do sono monofásico praticado pela maioria dos “humanóides normais” que dormem cerca de 8 horas seguidas. É uma boa maneira de dormir pouco sem problemas de sono; ou se você preferir de desfrutar dos benefícios diversos de ficar acordado mais horas por dia.

Muita gente conhecida já foi adepta do sono polifásico. Entre a lista figuram nomes como Churchill, Napoleão Bonaparte, Leonardo da Vinci, Bruce Lee e por aí vai. Embora dormir poucas horas pareça uma agressão à saúde, até os médicos parecem aprovar o sono polifásico, por mais incrível que possa parecer.

A teoria do sono polifásico se baseia na adaptabilidade do corpo humano segundo a qual podemos adaptar o organismo segundo nossas vontades. Levamos, em média, 90 minutos para passar por todos estágios do sono e alcançar a etapa profunda (REM). O segredo do sono polifásico, então, é diminuir o tempo necessário para chegar nesse estágio e ter o máximo de tempo REM em cada cochilada. Assim, depois de cada cochilada a sensação é de estar totalmente descansado, já que o REM é a parte do sono em que o cérebro “descansa”.

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O método do Uberman é o mais xiita dos tipos de sono polifásico. Você deve seguir um “calendário do Uberman”, tirando 6 cochilos de 20 minutos durante o dia a cada 4 horas – embora alguns entendidos não considerem a necessidade de seguir esse intervalo de 4 horas à risca. Inviável? Magina…

Como é muito difícil para uma pessoa poder tirar vários cochilos dessa forma, nasceram outras tabelas de sono polifásico “melhor adaptadas” para o dia-a-dia normal. Uma forma light e interessante é o Core Sleep deste link que consiste de um bloco de sono de verdade (3 horas, por exemplo) + 3 ou 4 cochilos de 20 ou 30 minutos no horário que você quiser durante o dia. É bem mais flexível, mas ainda assim difícil para os urbanóides que saem de casa de manhã e voltam tarde da noite.

Há muitos relatos na Internet sobre pessoas que viraram adeptas do sono polifásico e outras que não conseguiram se acostumar – seja porque não aguentaram o sofrimento dos 15 dias de adaptação ou porque não se sentiram bem em ser “diferente” do normal.

O período de adaptação é complicado MESMO. Esteja preparado para ficar sonolento e improdutivo por alguns dias, talvez semanas. E embora pareça interessante à primeira vista, o maior problema dos que dizem já ter passado pela experiência é ter o já citado “hábito insano“, afinal você estará acordado enquanto todo mundo está dormindo e cochilando enquanto todo mundo trabalha.

Para os workaholics de plantão é uma mão na roda, dormir apenas 4 horas por dia sem sentir sono deve ser fantástico. Vou para a etapa do teste para ver no que dá e coloco os resultados aqui mesmo mais pra frente. Mas, para ser sincero, eu até que gosto de dormir minhas 10 horas diárias…

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